Monumentos e Património

Esta igreja de linhas setecentistas, mas que foi reconstruída no século XIX, temo como padroeiro S. Miguel.

A linha da frontaria é funda e elegantemente recortada. A porta principal é ladeada por duas compósitas com a bacia de sacada estendendo-se às três janelas rasgadas do coro, que possuem cimalhas em traçados curvos. A janela central é dominada por um nicho em forma de templete, inscrevendo-se na empena. À direita na torre, rematada em cantarias de forma bolbosa e do mesmo tipo geral, surgem dois sinos fundidos no século XIX.

No interior, com retábulos de estilo setecentista embora executados no século XIX, encontram-se peças de arte sacra de elevado valor, como as imagens de Santa Catarina e S. Sebastião, esculturas medievais em pedra. Outras imagens, em madeira do século XVII, vieram de conventos ou colégios universitários de Coimbra.

(Imagens: Município de Arganil e Freguesia de Coja)

Esta capela, dedicada a Nossa Senhora das Neves, ergue-se junto à Ribeira da Mata.

Originariamente antiga, foi reformulada no século XIX: a capela-mor em 1863 e o corpo em 1870; todavia as portas e as janelas, de vão curvo e cimalhas em contracurva com aros moldados, foram reaproveitadas da obra do século XVIII.

O retábulo é policromado e dourado e no seu nicho central venera-se uma escultura de calcário quinhentista da Virgem com o Menino.

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A Capela do Senhor do Sepulcro foi reconstruída no último quartel do século XIX, originalmente encontrava-se num ponto mais baixo, mas supõe-se que a sua origem data do século XVI-XVII.

Contém algumas lápides cravadas no exterior, do século XVI, que dizem:

“HABITABIT. IN / SPELVMCA.PETRAE / FORTISSIMAE; CECIDIT.CO / RONA. CAPI / TIS.NOSTRI; VERE.LANGORES /ª NOSTROS.IPSE / TVLIT”

Pequena capela da segunda metade do século XVIII, bem guarnecida de cantarias, principalmente nos cunhais e nas empenas, é de vergas curvas e cimalha na porta e postigos.

O retábulo, de quatro colunas lisas, nicho central e ornato concheado, alberga a escultura de Santo António, entre outras esculturas de calcário do século XV.

Até ao final do ano 2015, altura da construção da Casa Mortuária de Coja, serviu de capela mortuária.

Na Praça Dr. Alberto do Vale ergue-se um dos monumentos mais significativos da vila de Coja e que constitui o orgulho das suas gentes, o Pelourinho.

O pelourinho atual, que atesta o facto de Coja outrora ter sido concelho, foi reconstruído com as partes recuperadas do pelourinho antigo, que originalmente era fronteiriço à Casa da Câmara, já destruída.

Considerado um elemento de arquitetura simples, é de puro estilo manuelino, de haste oitavada e capitel em forma de pinha de folhas.

Uma das mais imponentes e belas moradias da vila de Coja situa-se na Praça Dr. Alberto do Vale.

Trata-se duma reconstrução do século XVIII, com larga fachada dividida em três sectores, correspondendo a cada um duas sacadas de vão retangular. Sobre o portão de entrada, a bacia de sacada é mais vasta e curva e em lugar da natural abertura existe o brasão da casa, que se repete na grade. À direita do edifício ergue-se a capela de S. João de linhas muito simples.

Dominando a ponte sobre o Rio Alva existe outras casas do século XVIII. Apresentam fiadas de janelas de verga curva e aventais recortados.

A ponte de Coja sobre o Rio Alva é o símbolo de um importante acontecimento para Coja.

Em 1811 o arco direito foi cortado, impedindo a passagem das tropas francesas que vinham de Mouronho (onde mataram e pilharam)

A antiga ponte sobre o Alva contém um importante acontecimento para Coja. Em 1811, o arco da direita foi cortado, não deixando que as tropas francesas vindas de Mouronho (onde mataram pilharam e roubaram) passassem o rio fazendo o mesmo em Coja. Os franceses como não sabiam deste facto, iam sendo alvejados da casa Dr. Alberto Vale, caindo assim ao rio. Para assinalar este facto, na reconstrução da ponte ocorrida no ano de 1833, foi colocada uma lápide em granito na sua cortina com gravação dos acontecimentos e respetivas datas.