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[ comente a notícia ] [ pdf ] Diferenças de visão O turismo não se pode ficar por um estudo que indique caminhos, para depois não serem seguidos! ![]() A Junta de Freguesia de Coja, ao analisar uma notícia pública sobre a esplanada da rua principal, oferece-lhe esclarecer os factos, para conhecimento geral apenas e só, com o fim de evitar interpretações avulsas ou incorrectas: O material que compunha a esplanada colocada em frente a um café na rua principal não foi objecto de roubo ou vandalismo. Apesar de ter sido retirado no silêncio da noite, foi um acto legal, ordenado pelo Sr. Presidente da Câmara. A instalação da esplanada foi da iniciativa da Junta de Freguesia por considerar ser do interesse da população, criando "vida" à vila. É verdade que o espaço público ocupado não tinha o licenciamento da Câmara Municipal. Porquê? Em 2009, de acordo com a Junta de Freguesia, o proprietário do café requereu o licenciamento da respectiva esplanada. Alegando que outro estabelecimento tinha feito o mesmo pedido para a Praça Dr. Alberto Vale e a Junta de Freguesia tinha dado parecer desfavorável, o requerimento foi indeferido pelo Sr. Presidente da Câmara. É verdade que no ano transacto a Junta de Freguesia se opôs à instalação de um quiosque/esplanada na referida Praça, considerando que o espaço livre era necessário para as manifestações culturais e de animação agendadas para o verão, pelas condições naturais e tradicionais do espaço, que lhe dão relevo. A Junta não encontrou razão, nem lógica, no indeferimento do requerimento, antes pelo contrário, por o achar uma mais-valia para a terra. Assim, e pelas razões anteriormente aludidas, resolveu dar as condições mínimas para que o café utilizasse o espaço público. Foi opinião unânime que a esplanada constituiu um motivo de atracção e vida para a vila de Coja, tal como o Sr. Presidente da Câmara pôde verificar pessoalmente, tornando-se assim num processo pacífico. Este ano, seguindo o mesmo critério e tendo em conta o êxito do ano anterior, a Junta de Freguesia limitou-se a repetir o acto. Porém, apenas três horas depois do trabalho concluído, um fiscal da Câmara Municipal, com grande aparato e máquina fotográfica na mão, levou ao Sr. Presidente da Câmara uma reportagem que motivou de imediato uma intimação, à Junta de Freguesia e ao proprietário, para retirar o material em 48 horas. A esta intimação respondeu a Junta no mesmo dia dizendo que iria de imediato pedir a legalização da ocupação do espaço público. Inexplicavelmente, o critério do Sr. Presidente, assente na defesa da legalidade e da "igualdade" não foi sensível às razões aludidas, dando ordens para, na calada da noite, os serviços retirarem o material. Sem contestarmos a legalidade formal do despacho do Sr. Presidente, lamentamos profundamente que opiniões de terceiros tenham mais força que uma Junta de Freguesia. Contudo, é de louvar a preocupação inequivocamente demonstrada no cumprimento da lei, ficando claro que a partir daqui o Município tem que ter uma atitude diferente na análises das situações que ocorrem diariamente por todo o concelho, muitas delas objecto de informação desta Junta e que nunca obtiveram a atenção do Sr. Presidente do Município. A Freguesia de Coja e o Concelho estão em perigo e carentes de desenvolvimento estrutural e progressivo, não podendo estar à mercê de decisões desgarradas e de investimentos despropositados que adiam sistematicamente pequenas obras que melhorariam a qualidade de vida das populações e criariam progressivamente desenvolvimento e emprego. A aposta no turismo não se pode ficar por um estudo que indique caminhos, para depois não serem seguidos. Os políticos têm que se convencer que o seu poder não é absoluto e que este lhes é dado por "empréstimo sob condições", porque de facto quem detém o poder é o povo …e o povo está farto deste tipo de folclore. Coja merece mais ! Por: Presidente
2010-07-28 138 Leituras
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